TACO: Facilitando o Acesso aos Dados de Composição de Alimentos Brasileiros

Por trás de cada recomendação nutricional, de cada política pública de alimentação e de cada rótulo que você lê no supermercado, existe uma complexa cadeia de dados. Dados que nos dizem não apenas o que comemos, mas como isso impacta nossa saúde, nossa economia e nosso bem-estar coletivo.

Quando falamos de nutrição e alimentação no Brasil, estamos falando de um contexto único: nossa biodiversidade alimentar, nossos hábitos regionais, nossa realidade socioeconômica. Dados nutricionais importados de outros países simplesmente não capturam essa especificidade. É por isso que a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) é tão valiosa.

1 O que é a TACO?

Desenvolvida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (NEPA)1 da UNICAMP, a TACO2 é o mais completo banco de dados sobre a composição nutricional dos alimentos consumidos no Brasil. Ela reúne informações detalhadas sobre centenas de alimentos — macronutrientes (proteínas, carboidratos, lipídios), fibras, vitaminas, minerais e outros componentes nutricionais.

O diferencial está na metodologia: as amostras foram coletadas em diferentes regiões do país, garantindo que os dados reflitam genuinamente a realidade brasileira. Afinal, um abacaxi cultivado no Pará tem características diferentes de um cultivado em São Paulo.

2 Quem usa e por quê?

A TACO é amplamente utilizada por diversos profissionais e contextos:

  • Nutricionistas: Para planejamento de dietas individualizadas e orientação alimentar
  • Pesquisadores: Em estudos epidemiológicos e pesquisas sobre saúde pública
  • Indústria alimentícia: Para elaboração de rótulos nutricionais e desenvolvimento de produtos
  • Políticas públicas: Como base para programas de alimentação escolar e combate à desnutrição

Cada um desses usos tem um impacto direto na vida das pessoas. Quando uma nutricionista prescreve uma dieta, quando o governo define os alimentos da merenda escolar, quando você escolhe um produto no mercado — todos esses momentos dependem da confiabilidade desses dados.

3 Facilitando o acesso

Apesar de sua importância, acessar e trabalhar com os dados da TACO nem sempre é simples. Os dados estão disponíveis, mas muitas vezes em formatos que dificultam análises automatizadas ou integrações com outros sistemas.

Pensando nisso, criei um repositório que organiza as informações da TACO junto com dados da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares)3 do IBGE4. O objetivo é tornar mais simples a consulta e o uso desses dados em projetos de pesquisa, aplicações e análises.

Se você trabalha com dados de alimentação, desenvolve aplicativos de saúde, pesquisa nutrição ou simplesmente se interessa pelo tema, o repositório está disponível para uso livre.

Acesse o repositório

Que outros dados sobre alimentação e nutrição brasileiras você considera essenciais? Como você tem usado dados nutricionais em seus projetos? Gostaria de ouvir suas experiências.


Para citar em trabalhos acadêmicos:

@misc{brolesi2026taco,
  author       = {Brolesi, F. F.},
  title        = {{TACO} - Tabela Brasileira de Composição de Alimentos: Repositório para acesso facilitado aos dados da {TACO} ({NEPA/UNICAMP}) e {POF} ({IBGE})},
  year         = {2026},
  publisher    = {GitHub},
  url          = {https://github.com/brolesi/taco},
  note         = {Acessado em: [data de acesso]}
}

4 Referências


  1. NEPA - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação, UNICAMP - https://www.nepa.unicamp.br/↩︎

  2. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO) - https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2017/03/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada.pdf↩︎

  3. POF - Pesquisa de Orçamentos Familiares - https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/24786-pesquisa-de-orcamentos-familiares-2.html↩︎

  4. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - https://www.ibge.gov.br/↩︎